terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Vá em busca da sua felicidade pois ela não vira vir bater na sua porta.




Você põe a culpa da tua infelicidade em tudo; no relógio atrasado, na voz grossa e irritante do teu chefe, nas flores que ora desabrocham, ora secam no pequeno jardim do teu apartamento, na internet que é cortada justamente no dia de digitar aquele projeto importante e até mesmo no pobre porteiro do teu prédio, que todos os dias dá um sorriso amarelo às 7 da manhã só para te animar. Ou pelo menos tentar. Mas você já parou pra pensar que a culpa da tua infelicidade é toda sua? É, sua. Tua cabeça imagina demais, ela acha que tudo sempre acabará bem, como nos finais felizes de filmes infantis, quando na verdade não vai. Você acha que vai acordar com um príncipe encantado batendo na tua porta às duas da manhã com um sorriso maroto e um buquê de flores na mão direita, quando o máximo que conseguirá ver será o carteiro entregando suas encomendas diárias; frustrada, você acaba sempre no chão da sala com seu maço de cigarros, falando mal do mundo e de tudo aquilo que lhe causou pesar. Acertei? Você se ilude demais, se entrega demais, se doa demais. Não se assuste, tampouco se deprima, isso não acontece só contigo. O problema é que você ainda acredita. Acredita que pode ter uma vida perfeita, namorado perfeito, emprego perfeito, mundo perfeito, mas sabe que isso não poderá sair da tua cachola paranoica, por isso fica assim, se remoendo pelos cantos. Para com isso e passa a encarar a realidade assim, de cara. Bate de frente com ela, arrisca, bate, joga no chão. Não deixe que ela te derrube. Vamos lá, ache sua fonte de felicidade no meio do urbanismo caótico. A sua vez de sorrir e abrir-se finalmente chegou. Não vai aproveitar? Guarda teu conto de fadas pra outra hora, outro tempo, outra ocasião. Vai correr atrás do teu sonho, vai fazer o que te der vontade. Deixa essa história de feliz para sempre de lado, e passe a ser usuária do termo feliz neste exato momento.






(Ana Karolyna)

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