terça-feira, 25 de setembro de 2012

ENTRE ASPAS

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“E aqui estou eu, mais um vez, tentando narrar uma história que nunca aconteceu. E se aconteceu, foi apenas fruto da minha imaginação. Pois, na minha cabeça, tudo iria se resolver. Depois de um ou dois dias no máximo, um ou outro iria se arrepender, faríamos as pazes e resolveríamos tudo entre os lençóis, como de costume. Mas não foi assim que aconteceu. A minha mente não pode controlar o mundo real. E este mundo real não foi esperto o suficiente pra acompanhar o meu subconsciente. Já se passaram um dia, dois, acho que mais de duas semanas e ainda não tenho notícias suas. Não te vejo mais online nas redes sociais e tua mãe esses dias me perguntou por que não tenho ido mais a sua casa. Respondi qualquer coisa acompanhado de um sorriso e entendi que ela não sabia de nada, ou fingia não saber. Mas como ela poderia saber, se nem eu sabia o que estava acontecendo. Já tinha se passado duas semanas e nada de você, de uma ligação ou um torpedo teu. Nada de uma mensagem offline ou de um “acabou cachorro”. Talvez você pode estar pensando o mesmo e no fundo, pode estar querendo que todas essas atitudes venham de mim. Mas o erro não foi meu. Não dessa vez e não me vejo na obrigação de correr atrás. Só não se esqueça que foi você quem escolheu essa situação. Só não se esqueça que o erro não foi meu. Ah, não se esqueça também, que na minha imaginação, está tudo resolvido.” — Querido John

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