segunda-feira, 20 de agosto de 2012

ENTRE ASPAS.

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“Cala a boca! Não fala nada, só respira. Não me interrompe agora. Não me faça perder a coragem que levei muito tempo pra ter. Depois que eu terminar, se você então quiser dizer algo, tudo bem. Pode me chamar de carente, gay, fraco, idiota e qualquer coisa do tipo. Pra fazer o que estou prestes a fazer, é preciso ter um pouco de tudo isso dentro de mim. Só não me julgue. Eu só preciso te dizer que não tem um dia que eu não pense em você. Não tem uma noite que eu não crie um reencontro para nós. Preciso que saiba que não, eu não superei. Eu ainda me importo. E te ver com outra pessoa me machuca, muito. É como se o meu coração fosse perfurado por tiros de uma espingarda. É muito confuso, eu sei. Sei também que dei a entender que eu estava bem, que você não me afetava mais. Sei que peguei três na sua frente, sei que te fiz sofrer. Mas eu só queria mostrar que você estava me perdendo. Não sei se você vai me querer de volta e nem sei se mereço o seu perdão. Eu não sei de porra nenhuma! Mas eu sei, tenho certeza absoluta, que eu te amo. Sempre te amei. Não sei amanhã ou depois, não sei do seus sentimentos, não sei o que vai acontecer. Mas eu sei que agora, hoje, nesse exato momento, enquanto eu faço papel de idiota ao te dizer tudo isso em voz alta, no meio do supermercado, enquanto um bando de gente estranha nos observa. Nesse exato minuto, ou no minuto que passou enquanto termino essa frase. A minha vontade é te envolver com os meus braços, te dar um beijo de tirar o fôlego e receber um soquinho de leve, seguido de um sorriso e de um “por que você demorou tanto?”. Por favor, faça da minha vontade uma realidade. Faça de mim, seu, novamente. Só faça.” 
— Querido John

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